Inês Catarina — Yebà
Sobre mim
Inês
Catarina
E-RYT 200 · Prática somática trauma-informed
Fundadora da Yebà · Porto

O corpo sabia.
Eu é que demorei a chegar.

Aos 18 anos percebi que estava em guerra com o meu corpo. Demorei anos a aprender que ele não era o inimigo — era o guia que eu nunca soube escutar. Hoje é esse o trabalho que faço com outras mulheres.

o corpo não está errado.
não precisa de ser consertado.
precisa de ser escutado.

A minha história

O corpo
como
guia.

Inês Catarina em prática
01

Aos 18 anos recebi um diagnóstico de doença de Crohn. Durante os anos que se seguiram, tentei fazer o que sabia fazer bem — controlar. A dieta certa, a rotina certa, a força de vontade certa. O corpo como projeto a gerir.

Não funcionou. E o que aprendi com isso foi a lição mais importante da minha vida: o corpo não é um problema para resolver. É um sistema inteligente a pedir para ser ouvido.

02

Entretanto fiz um mestrado em engenharia química. Aprendi a pensar de forma sistemática, a confiar na ciência, a querer perceber o mecanismo por trás das coisas. Essa parte de mim não foi embora — integrou-se no trabalho somático de uma forma que agora reconheço como essencial.

A teoria polyvagal, a neurociência do trauma, a fisiologia do sistema nervoso autónomo — são o chão invisível de tudo o que faço. A razão pela qual funciona. Mesmo que nunca apareça no primeiro plano.

03

Quando descobri as práticas somáticas, foi como aprender uma língua que o meu corpo já falava há anos — eu é que não tinha o vocabulário. A respiração que afunda. O movimento que liberta sem precisar de explicação. O momento em que o sistema nervoso percebe que está seguro.

Essa experiência mudou a relação que tenho comigo. E foi aí que percebi: quero ser a pessoa que ensina outras mulheres a aprender esta língua.

04

Hoje, com mais de 5 anos de experiência, trabalho com mulheres que conhecem bem o stress e pouco o seu corpo. Que sabem que algo precisa de mudar mas não sabem por onde começar. Que já tentaram várias coisas e nada "pegou".

O meu trabalho não é dar-lhes mais informação. É criar as condições para que o corpo possa finalmente falar — e para que elas possam finalmente ouvir.

"a Yebà não é um programa de regulação do sistema nervoso.
é um convite para voltar a casa
e o lar é o corpo."

Inês Catarina · Yebà
O meu trabalho

Quatro ferramentas.
Uma direção.

Trabalho com o corpo como porta de entrada — não como projeto a otimizar. As ferramentas são simples. O que muda é a relação que crias com elas ao longo do tempo.

Movimento
Não yoga de performance nem sequências a memorizar. Movimento que explora, que liberta, que segue o que o corpo pede. O critério não é a forma certa — é a honestidade do que emerge.
Respiração
A porta que está sempre disponível. Não técnicas de otimização — a respiração que chega quando há espaço, que aprofunda quando há segurança, que regula quando há ativação.
·
Meditação
Não a meditação que sobe acima dos pensamentos. A que desce. Que sente o peso, o pulso, o chão. Consciência que habita em vez de observar de fora.
~
Escrita
Não análise nem terapia escrita. A escrita como extensão do que o corpo trouxe. Dar forma ao que o movimento desbloqueou. Nomear sem julgar — e deixar pousar.
O que não faço — e porquê é importante dizê-lo.
Ser clara sobre as fronteiras do meu trabalho é parte do trabalho. O que não faço não me diminui — define onde o meu contributo é genuíno.
  • Psicoterapia ou acompanhamento clínico de saúde mental
  • Diagnóstico ou tratamento de condições físicas ou psicológicas
  • Saúde feminina clínica — ciclo, hormonas, sintomas físicos
  • Nutrição e metabolismo
  • Trabalho com trauma profundo — pertence a terapeutas certificadas
O meu trabalho não substitui acompanhamento clínico ou psicoterapia — complementa-o. Se estás num processo terapêutico, a prática somática pode ser um apoio poderoso ao teu lado.

Formação

A ciência como
chão invisível.

A formação não aparece no primeiro plano do trabalho — está no chão que o sustenta. É o que torna cada prática segura, informada e eficaz, mesmo quando o que se vê é apenas movimento e respiração.

YTT
E-CYT 200 + E-RYT 200 · Yoga Alliance
Professora certificada de yoga · Hatha Vinyasa (precision and flow)
SN
Formação em Trauma & Sistema Nervoso
Abordagem trauma-informed · teoria polivagal aplicada à prática
YR
Yoga Restaurativo
Práticas de regulação profunda e descanso ativo do sistema nervoso
IS
Integração Somática
Trabalho corpo-mente baseado em neurociência e embodiment
Msc
Mestrado em Engenharia Química
Uma abordagem científica e sistemática que informa tudo o que faço — incluindo a curiosidade sobre o mecanismo por trás de cada prática
+500h
Estudo contínuo
Neurociência, teoria polivagal, embodiment, filosofia não-dualista tântrica, práticas contemplativas e ciclos naturais

O que acredito

O chão de onde
tudo parte.

i
O corpo não está errado.
Não precisa de ser consertado, controlado ou dominado. Precisa de espaço para falar — e de alguém que saiba escutar a sua linguagem.
ii
A regulação não é controlo.
Não ensinamos o corpo a aguentar mais. Ensinamos-lhe que está seguro — e quando o sistema nervoso aprende isso, tudo o resto muda.
iii
A consistência supera a intensidade.
Doze minutos todos os dias transformam mais do que uma semana intensa. O sistema nervoso aprende com a repetição — não com o esforço.
iv
Desacelerar é um ato de inteligência.
Num mundo que glorifica a produtividade constante, parar, respirar e sentir o corpo é uma escolha radical — e uma das mais inteligentes que podes fazer.
v
A ciência e a poesia não se contradizem.
A teoria polyvagal e o movimento expressivo falam da mesma coisa em línguas diferentes. O meu trabalho vive na fronteira entre as duas.
vi
Não caminhas sozinha.
A prática em comunidade tem algo que a prática a solo não tem — o sistema nervoso regula pelo contacto. Uma sala, um grupo, uma voz conhecida. Isso conta.
Yebà

Um nome com
raízes profundas.

O nome não foi escolhido por soar bem. Foi escolhido porque carrega exatamente o que este trabalho quer ser — enraizamento, sabedoria que vive no corpo, o feminino como força criadora.

Origem
Yebá Bëló — mitologia Tukano
Da cosmologia do povo Tukano (Amazónia brasileira), Yebá Bëló é a "Avó da Terra" — a entidade ancestral feminina que criou o mundo, as águas, as florestas. O feminino primordial como força de criação e sabedoria.
Enraizamento — a conexão profunda com o chão, com o corpo, com o presente
Sabedoria ancestral — o conhecimento que vive no corpo, não apenas na mente
~
O feminino primordial — força, acolhimento e ciclos naturais como caminho
Dar o primeiro passo

Pratica comigo.
Começa onde estás.

Podes começar pelo guia gratuito, pela Rotina Matinal de 7 dias, por uma aula presencial ou marcar uma conversa. Não há ordem certa — há a que faz sentido para onde estás agora.

o teu corpo já sabe o caminho.
tu só precisas de aprender a escutá-lo.