Catarina
Fundadora da Yebà · Porto
O corpo sabia.
Eu é que demorei a chegar.
Aos 18 anos percebi que estava em guerra com o meu corpo. Demorei anos a aprender que ele não era o inimigo — era o guia que eu nunca soube escutar. Hoje é esse o trabalho que faço com outras mulheres.
não precisa de ser consertado.
precisa de ser escutado.
O corpo
como
guia.
Aos 18 anos recebi um diagnóstico de doença de Crohn. Durante os anos que se seguiram, tentei fazer o que sabia fazer bem — controlar. A dieta certa, a rotina certa, a força de vontade certa. O corpo como projeto a gerir.
Não funcionou. E o que aprendi com isso foi a lição mais importante da minha vida: o corpo não é um problema para resolver. É um sistema inteligente a pedir para ser ouvido.
Entretanto fiz um mestrado em engenharia química. Aprendi a pensar de forma sistemática, a confiar na ciência, a querer perceber o mecanismo por trás das coisas. Essa parte de mim não foi embora — integrou-se no trabalho somático de uma forma que agora reconheço como essencial.
A teoria polyvagal, a neurociência do trauma, a fisiologia do sistema nervoso autónomo — são o chão invisível de tudo o que faço. A razão pela qual funciona. Mesmo que nunca apareça no primeiro plano.
Quando descobri as práticas somáticas, foi como aprender uma língua que o meu corpo já falava há anos — eu é que não tinha o vocabulário. A respiração que afunda. O movimento que liberta sem precisar de explicação. O momento em que o sistema nervoso percebe que está seguro.
Essa experiência mudou a relação que tenho comigo. E foi aí que percebi: quero ser a pessoa que ensina outras mulheres a aprender esta língua.
Hoje, com mais de 5 anos de experiência, trabalho com mulheres que conhecem bem o stress e pouco o seu corpo. Que sabem que algo precisa de mudar mas não sabem por onde começar. Que já tentaram várias coisas e nada "pegou".
O meu trabalho não é dar-lhes mais informação. É criar as condições para que o corpo possa finalmente falar — e para que elas possam finalmente ouvir.
"a Yebà não é um programa de regulação do sistema nervoso.
é um convite para voltar a casa —
e o lar é o corpo."
Quatro ferramentas.
Uma direção.
Trabalho com o corpo como porta de entrada — não como projeto a otimizar. As ferramentas são simples. O que muda é a relação que crias com elas ao longo do tempo.
- Psicoterapia ou acompanhamento clínico de saúde mental
- Diagnóstico ou tratamento de condições físicas ou psicológicas
- Saúde feminina clínica — ciclo, hormonas, sintomas físicos
- Nutrição e metabolismo
- Trabalho com trauma profundo — pertence a terapeutas certificadas
A ciência como
chão invisível.
A formação não aparece no primeiro plano do trabalho — está no chão que o sustenta. É o que torna cada prática segura, informada e eficaz, mesmo quando o que se vê é apenas movimento e respiração.
O chão de onde
tudo parte.
Um nome com
raízes profundas.
O nome não foi escolhido por soar bem. Foi escolhido porque carrega exatamente o que este trabalho quer ser — enraizamento, sabedoria que vive no corpo, o feminino como força criadora.
Pratica comigo.
Começa onde estás.
Podes começar pelo guia gratuito, pela Rotina Matinal de 7 dias, por uma aula presencial ou marcar uma conversa. Não há ordem certa — há a que faz sentido para onde estás agora.
tu só precisas de aprender a escutá-lo.